Parte I: Você algum dia sonhou casar virgem?

Se você sonhou e conseguiu realizar esse sonho, preciso parabenizá-la (o) sinceramente, pois foi capaz de se manter fiel aos ensinamentos cristão, mas principalmente obediente e fiel a Deus, diante de uma maioria que acha isso antiquado.

Esse era meu sonho quando tinha 12 anos de idade, mas que infelizmente não consegui realizar, pois não fui capaz de me manter fiel a Deus e ao que acreditava ser certo.

A adolescência foi um período muito difícil para mim, me tornei uma pessoa amargurada e rebelde sem causa: passei a ir cada vez menos para igreja, pois achava chato e me sentia presa, passei a questionar a existência de Deus, me afastei das minhas amigas da igreja e cada vez mais me apaixonava pela “liberdade” que o mundo oferecia e onde acreditava estar a felicidade.

Com 17 anos de idade decidi que não iria me casar virgem, pois em minha cabeça era um absurdo se guardar para uma pessoa, que poderia ter tido relações sexuais com várias mulheres, se divertido, enquanto eu me guardava para ele. Também passei acreditar que tinha que experimentar antes do casamento, para ter certeza que seria bom.

Acredito que minha forma de pensar mudou radicalmente, devido as seguintes influencias:

  1. Novas amizades da escola, pois tinha amigas que tinham perdido a virgindade muito cedo e que falavam muito sobre isso, mas só o lado bom;
  2. Gostava muito de ler as revistas de adolescentes Atrevida e Capricho, que abordava todo tipo de conteúdo, exceto bons conselhos para garota cristã;
  3. Assistia novelas e em especial Malhação (1999 – 2003), que também abordava todo tipo de conteúdo, desde métodos contraceptivos, gravidez, 1º beijo, 1º relação sexual até brigas por causa de meninos.

Nessa época não acreditava que todos somos influenciados o tempo todo. Inocente e rebelde sem causa, achava que era dona de mim e de meu destino.

Perdi a virgindade com 17 anos, com meu melhor amigo “colorido”. Colorido era um termo usado para discriminar que era um amigo que se relacionava sem compromisso sério.

Idealizei esse momento de várias maneiras românticas possíveis, mas foi totalmente diferente do que esperava e por fim, que não foi bom, não foi especial e para ele foi como um “prêmio”. Na época havia uma competição entre os meninos, para ver quem conseguia deitar com meninas virgens, não sei se ele participava disso, mas parecia pela forma que se comportou.

Apesar do desapontamento, não sentia arrependimento, mas logo percebi que tinha cometido um grande erro.

Depois que perdi a virgindade, passei a ter as seguintes preocupações:

  1. Será que meus pais conseguem perceber que não sou virgem?
  2. Será que ele gosta mesmo de mim ou só quer me usar?
  3. Será que ele vai contar para os amigos dele o que rolou entre a gente?
  4. E se a camisinha estourar? E seu eu ficar grávida, ele vai assumir?
  5. E se ele não quiser assumir? E se me pedir para abortar? Eu seria capaz de abortar?

“As pessoas fazem sexo antes do casamento, ficam grávidas, não querem responsabilidade pelo seu comportamento, então fazem o aborto”.

  • Será que ele tem alguma doença sexualmente transmissível? Devo confiar?
  • E quando conhecer a pessoa certa, será que ele vai ficar decepcionado por não ter esperado?
  • Você não é mais virgem, está se guardando para quê?
  • Será que ele vai me pedir em namoro?

Não sei se consegue perceber, mas essas questões eram extremamente angustiantes para mim, então procurava afastar esses pensamentos, quando o correto seria refletir sobre eles, para perceber que não é uma forma saudável de viver e pensar.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s